segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

EVANGELHO DO DIA 02 JANEIRO 2017


UM CRISTÃO MORTO POR CAUSA DA FÉ A CADA 6 MINUTOS EM 2016, AFIRMA ESTUDO


ROMA, 26 Dez. 2016 - Massimo Introvigne, diretor do Centro de Estudos Novas Religiões (Cesnur), afirmou que durante o ano 2016 foram assassinados perto de 90.000 cristãos por causa da fé, quer dizer um a cada seis minutos aproximadamente, e que a maioria foram mortos em conflitos tribais na África.

Em declarações à Rádio Vaticano, informou que o “Center for Study of Global Christianity publicará no próximo mês suas estatísticas que falam de 90.000 cristãos assassinados por causa da sua fé, um morto a cada 6 minutos”. E indicou que esta cifra é menor que os 105.000 assassinados em 2014.

Sobre as cifras de 2016, Introvigne disse que dos 90.000 assassinatos, “70%, quer dizer 63.000, foram mortos em conflitos tribais na África. O Centro os inclui na estatística porque consideram que em grande parte se trata de cristãos que se negaram a tomar as armas por razões de consciência. Os outros 30%, quer dizer 27.000, morreram em atentados terroristas, destruição de vilas cristãs e perseguições do governo, como no caso da Coreia do Norte”.

Do mesmo modo, indicou que de acordo a três centros de estudos dos Estados Unidos e do Cesnur, “estima-se que entre 500 e 600 milhões de cristãos não podem professar a fé de modo totalmente livre”.

“Sem querer esquecer ou diminuir o sofrimento dos membros de outras religiões, os cristãos são o grupo religioso mais atingidos do mundo”, assinalou.

Durante a entrevista, Introvigne disse que no caso das perseguições do Estado Islâmico (ISIS), estão os casos de cristãos onde a Igreja “está estudando uma possível beatificação”; além disso estão os fiéis que decidiram conscientemente permanecer nestes territórios ocupados pelos terroristas no Iraque e na Síria “e continuar, como podiam, testemunhando a fé”.

O diretor do Cesnur lamentou que estas cifras mostrem que segue crescendo a intolerância em vários países. A intolerância “é a sala de espera da discriminação, e esta, à sua vez é a sala de espera da perseguição”, advertiu.

Entretanto, em meio deste clima, destacou “a atitude tranquila, nobre, muitas vezes exemplar das minorias cristãs submetidas a todo tipo de vexame” e que “raramente responderam à violência com a violência”.

“Na maior parte dos casos testemunharam serenamente sua fé, muitas vezes perdoando os perseguidores e rezando por eles”, concluiu.

Não contabilizado na estatística acima, estão 25 cristãos egípcios que sofreram mais um golpe do terrorismo no dia 12 de dezembro de 2016. Cerca de 25 pessoas morreram após um atentado com carro bomba na entrada da catedral copta de São Marcos, no Cairo, capital do Egito.

Além disso, cerca de 50 pessoas ficaram feridas, segundo dados do Ministério Egípcio de Saúde. A explosão ocorreu durante a celebração da Missa.

A catedral copta, localizada no bairro cairota de Al Abasiya, conta com grandes medidas de segurança que não foram suficientes para evitar o massacre. O atentado ocorreu na capela de São Pedro e São Paulo, ao lado catedral, conforme explicaram fontes oficiais da Igreja Copta.

Fonte: Acidigital

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

CATÓLICOS CELEBRAM MISSA DE NATAL EM ALEPPO (SÍRIA) PELA PRIMEIRA VEZ EM QUATRO ANOS

 


Na passada quinta-feira o exército governamental declarou Aleppo "livre de terroristas"

A igreja maronita de Santo Elias, em Aleppo, celebrou hoje, domingo, 25 de dezembro de 2016, a missa de Natal pela primeira vez em quatro anos, já que os combates nesta cidade síria obrigaram o templo cristão a permanecer fechado.

Uma parte do teto da igreja está destruída, assim como os bancos de madeira, mas os fiéis reuniram-se e celebraram a liturgia sentados em cadeiras de plástico, tendo entoado cântic
os natalícios em árabe, inglês e francês.

"Estou muito feliz por estar aqui, mas noto a falta de muita gente que não pôde partilhar conosco este dia de alegria", disse à agência noticiosa espanhola Nadia, uma mulher de 51 anos que participou na missa celebrada pelos maronitas católicos de Oriente.

Alguns muçulmanos também assistiram ao ato religioso na igreja que foi construída em 1873, e se encontra num bairro do centro histórico de Aleppo, que foi cenário de confrontos entre tropas governamentais e rebeldes nos últimos anos.

George, de 36 anos, foi também à missa, acompanhado pelo filho Elias. "O meu filho foi batizado nesta igreja e esta é a sua segunda visita desde esse dia. Ele pedia-nos para o trazermos à missa aos domingos, mas não era de todo possível", disse.

Na passada quinta-feira o Exército declarou Aleppo "livre de terroristas" depois da saída do último lote de pessoas que foram retiradas dos bairros sitiados da cidade, a maior do norte da Síria e mais castigada durante os mais de cinco anos de guerra.


Fonte: DN Notícias



EVANGELHO DO DIA 26 DEZEMBRO 2016