terça-feira, 30 de junho de 2015

NOVAS COMUNIDADES REÚNEM-SE EM CONGRESSO NACIONAL EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO EM SÃO PAULO



“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus”! Este é o tema do XIII Congresso Nacional das Novas Comunidades que acontecerá nos próximos dias 24 a 26 de julho e que será sediado pela Comunidade Católica Mar a Dentro, em São José do Rio Preto (São Paulo).

O principal objetivo do evento é reunir as Novas Comunidades Católicas do Brasil para um período de formação, espiritualidade e partilha, tendo em vista a necessidade de uma preparação adequada para responder ao apelo de uma nova evangelização e de um alegre anúncio do Evangelho.


O Congresso, promovido pelo Regional Brasil da Catholic Fraternity, este ano será organizado pela Comunidade Católica Mar a Dentro, em meio às celebrações do seu Jubileu de 25 anos de Fundação.


O tema deste Congresso, “Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus” (Fl 2,5), quer lançar uma luz mais intensa sobre o fato de que Jesus Cristo e os seus sentimentos devem ser o centro de toda existência cristã e de toda missão e formação eclesial. Os sentimentos do Filho devem orientar todos os aspectos e dimensões do homem e da fé, conduzindo-os assim a um ponto bem preciso, o próprio Cristo.


O evento contará com a presença de Dom Orani Tempesta, O.Cist., Cardeal do Rio de Janeiro e Membro do Pontifício Conselho para os Leigos; Dom Alberto Taveira, Arcebispo de Belém, Consultor do Pontifício Conselho para os Leigos e Diretor Espiritual da Catholic Fraternity; Monsenhor Tony Anatrella, psicanalista, Consultor do Pontifício Conselho para a Família e membro do Pontifício Conselho para a Saúde, Monsenhor Jonas Abib, Fundador da Canção Nova, além de outros pregadores nacionais e internacionais, especialistas em diversas áreas, representantes do episcopado brasileiro e membros expoentes das novas Comunidades. Além das colocações principais, haverá diversos Workshops voltados a temas específicos como a realidade das novas fundações, a direção espiritual, a formação, a ligação entre a RCC e as Novas Comunidades, a família, os sacerdotes nas novas comunidades, e a Vida Consagrada.


O Congresso se destina não somente aos membros das Novas Comunidades, mas é aberto a todos.


Saiba mais sobre o Congresso, conheça os pregadores e faça ainda hoje a sua inscrição pelo site:


Fonte: Comunidade Mar a Dentro / Via: Aleteia

segunda-feira, 29 de junho de 2015

SÃO PEDRO E SÃO PAULO - GRANDES EVANGELIZADORES E MISSIONÁRIOS DA IGREJA DE CRISTO


Hoje, 29 de junho, a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.
Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.
Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.
Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.
São Pedro e São Paulo, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova


domingo, 28 de junho de 2015

SANTO IRINEU - GRANDE BISPO E MÁRTIR


Foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges, sobre a sucessão apostólica e muito dos dados que temos hoje

Hoje, 28 de junho, a Igreja celebra a memória do grande bispo e mártir, Santo Irineu que, pelos seus escritos, tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II.

Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo, que por sua vez conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista. Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo (que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio).

Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão, sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz – logrou êxito nessa missão, já que isto nada interferia na unidade da fé.

Ao voltar da missão deparou-se com a morte do bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso bispo, foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges, sobre a sucessão apostólica e muito dos dados que temos hoje, sobre a história da Igreja do século II.

Este grande bispo morreu mártir na perseguição do imperador Severo.

Santo Irineu, rogai por nós!

sábado, 27 de junho de 2015

SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA - BISPO E PATRIARCA DE ALEXANDRIA NO EGITO


Hoje, 27 de junho, a Igreja nos apresenta, São Cirilo de Alexandria. Sobre a vida do santo de hoje, sabemos que antes de ser ordenado Bispo, foi formado e ordenado com a ajuda do tio e Bispo de Alexandria. São Cirilo – escolhido pelo Espírito Santo – recebeu a ordenação e missão de ser Bispo e Patriarca de Alexandria no Egito, que exerceu, em meio às calúnias até entrar no Céu no ano 444.
A Igreja anunciadora da verdade, sempre foi tentada pelas mentiras das heresias, como o Arianismo que defendia ser Jesus Cristo a primeira e mais especial criatura, mas não Deus. No tempo de Cirilo surgiu por meio do monge Nestório de Antioquia, a grande heresia do Nestorianismo, que defendia ser Jesus uma pessoa e Cristo outra, mas isto num só ser, ou seja, duas pessoas e duas naturezas.
São Cirilo, como outros teólogos, levantou-se contra este veneno do Nestorianismo que acabava invalidando o mistério da Encarnação e negando a maternidade divina de Maria. Com o uso de meios pacíficos, São Cirilo convidou Nestório a renunciar suas desviadas convicções e professar a Doutrina que não é nova, mas é a crença de todos os Padres da Igreja (pais da fé Católica). Diante da resposta revoltosa e violenta de Nestório, São Cirilo movimentou-se com o Papa e desta forma aconteceu o Concílio Ecumênico de Éfeso em 431, no qual cerca de 200 Bispos, condenaram o Nestorianismo e reconheceu que Maria é Mãe de Deus. São Cirilo, consumiu-se em seus 32 anos de Arcebispado em Alexandria e entrou na Igreja triunfante em 444.
São Cirilo de Alexandria, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 26 de junho de 2015


DIOCESES, ARQUIDIOCESES, PRELAZIAS... CONHEÇA OS VÁRIOS RITOS QUE PERTENCEM A IGREJA CATÓLICA !



Resposta: TODOS esses bispos são perfeitamente 

católicos, líderes de Igrejas Orientais sui juris, 

que estão em plena comunhão com o Papa. 

A Igreja Católica é a diversidade na unidade! 

Como por exemplo:



O sacerdote acima é perfeitamente católico! 

É o cardeal indiano Baselios Cleemis Thottunkal, 

Arcebispo-maior de Trivandrum, da Igreja Católica Siro-Malancar

A Igreja Católica (do grego katholikos = universal) é o conjunto das diversas igrejas particulares de toda a Terra. Quando rezamos o Credo, dizemos: “Creio na Igreja, UNA, Santa, Católica e Apostólica…”. “Una” significa que todos os seus membros, de qualquer lugar do mundo, professam uma só fé, uma só doutrina, e são guiados pelo mesmo Pastor, o Papa. É a unidade na diversidade!
No Novo Testamento, podemos ver que a igreja primitiva já era “dividida” em várias igrejas particulares. Vemos São Paulo enviando suas cartas às igrejas de Corinto, de Roma, de Tessalônica etc. Também São João se dirige às sete igrejas da Ásia Menor (Apo 1,11). Conforme já explicamos no post “A Igreja primitiva já era chamada de ‘Católica’!”, todos os bispos dessas igrejas particulares eram submissos ao bispo de Roma. E é assim até hoje!
A seguir, mostramos a vocês a estrutura organizacional da Santa Igreja Católica.
SANTA SÉ
É a sede (“Sé) da Igreja Católica, onde governa o sucessor de Pedro, o bispo de Roma, nosso Papa. O Estado da Cidade do Vaticano, que fica em Roma, é o território onde a Santa Sé é soberana.
DIOCESES
São as igrejas particulares que estão em plena comunhão com a Santa Sé. Em outras palavras, as dioceses são unidades territoriais governadas por um bispo, legítimo sucessor dos Apóstolos. Há mais de duas mil dioceses em todo o mundo, entre elas: Diocese de Caicó, Diocese de Louisiana e Diocese do Porto etc.
ARQUIDIOCESES
São dioceses de maior importância, devido ao seu tamanho ou à sua história. O bispo que comanda uma Arquidiocese recebe o título de Arcebispo. Em geral, ele lidera outros bispos auxiliares, que lhe ajudam no pastoreio daquela região.
Há mais de 500 arquidioceses em todo o mundo, entre elas: Arquidiocese de Nagasaki, Arquidiocese de Calcutá, Arquidiocese de Luanda, Arquidiocese do Rio de Janeiro etc.
PARÓQUIAS
São as unidades territoriais dentro de uma diocese ou arquidiocese. Uma paróquia, em geral, possui uma igreja principal – a Matriz – e uma ou mais capelas espalhadas em seu território.
As paróquias são governadas por um sacerdote que ganha o título de Pároco. Alguns párocos são os únicos sacerdotes de sua paróquia, outros lideram vários sacerdotes, chamados vigários paroquiais.
IGREJAS CATÓLICAS ORIENTAIS SUI JURIS
Igrejas particulares autônomas, que estão em plena comunhão com o Papa. Elas são sediadas no Oriente, mas possuem também eparquias no Ocidente. Seu modelo organizacional e sua tradição litúrgica é diferente da de Roma: essas igrejas seguem o rito Oriental, e não o rito Latino.
Existem mais de 20 Igrejas Católicas Orientais sui juris, entre elas: a Igreja Maronita, a Igreja Católica Copta, a Igreja Greco-Católica Melquita e a Igreja Católica Ítalo-Albanesa.

É preciso cuidado para não confundir essas igrejas com as Igrejas Ortodoxas, que estão em Comunhão apenas parcial com Roma (saiba mais aqui).
Assim como a Igreja Latina possui as dioceses e arquidioceses, essas igrejas possuem as suas organizações correspondentes, que são eparquias e as arquieparquias. São lideradas por um hierarca (que pode ser um Patriarca, um Arcebispo Maior, um Metropolita etc.).
PRELAZIAS TERRITORIAIS OU PESSOAIS
As prelazias são ligadas diretamente ao Papa. Possuem seu próprio clero e seus próprios leigos. A prelazia territorial, na maior parte das vezes, é uma abadia, governada por um Abade, que exerce funções similares à do Bispo diocesano. Conventos e mosteiros podem ou não pertencer a Congregações que são prelazias; quando não o são, são subordinados ao bispo local.
E há também as prelazias pessoais. Diferente de todas as demais estruturas institucionais que citamos aqui, estas NÃO possuem limitação territorial. Seus membros, de qualquer parte do mundo, aderem a ela por escolha pessoal, e não por habitarem determinada localização. Exemplo: Opus Dei.
De forma básica e resumida… é isso! A imagem abaixo também pode ajudar um pouco mais na compreensão dessas estruturas.
hierarquia_igreja
Mas que ninguém se engane: as “divisões” da Igreja são meramente de caráter territorial (no caso das comunidades de Rito Latino), litúrgico e organizacional (no caso das Igrejas Católicas Orientais sui juris). Mas o conteúdo da fé é sempre o mesmo. 

A BELEZA DA VIRGEM MARIA


A Virgem Maria tem inspirado tantos artistas, em todos os países, em todos os tempos: ícones, estátuas, esculturas, pinturas, mosaicos, vitrais, catedrais, poemas, literatura, cantos, óperas, sinfonias, sinos, cinema, filatelia, bandeiras, presépios, santinhos, imagens de comunhão, jóias, medalhas... 

Ela é, sem dúvida alguma, a criatura mais homenageada, em cantos, e a mais glorificada e enaltecida em todas as culturas e em todos os idiomas.


A beleza de Maria? Os Evangelhos não nos dão indícios sobre a beleza da Mãe de Jesus Cristo a não ser a sua extrema humildade e a sua pureza virginal, belezas estas, morais e espirituais. Sobre a sua beleza física, nada, a priori... "Vindo ao mundo, Jesus trazia na fronte os reflexos da beleza da Virgem, sua transparência, a pureza de seu olhar, e eis que então a Virgem se encarregou de cuidar da beleza do Cristo Redentor." 

A beleza de Maria? Inicialmente, trata-se do esplendor absoluto que provém da plenitude da graça que lhe é particular, plenitude que o próprio Arcanjo Gabriel saudou e que tão admiravelmente exprime São Luís Maria Grignon de Montfort, por meio destas palavras: "Deus Pai juntou todas as águas, e chamou-lhes mar; juntou todas as graças, e chamou-lhes Maria." ...(SLMGM 23). Uma plenitude de graças que se inscreve fisicamente na Virgem de Nazaré, tornando-a "mais bela que todas as senhoras que eu conheço", afirmava Bernadette Soubirous, em 1854, ao Comissário Jacquomet, à semelhança de todas as pessoas que tiveram o extraordinário privilégio de ver "a Bela Senhora" (cf. os videntes de La Salette)...

Na realidade, se as Escrituras nada dizem sobre a beleza de Maria, de forma clara e direta, elas a sugerem, indireta e seguidamente. Como salientam os Padres da Igreja, os Doutores e outros exegetas da Bíblia, é, por exemplo, exatamente de Maria, antes de mais nada, que o Livro do "Cântico dos cânticos" fala quando evoca a Bem-Amada:

Como és bela, minha amada, como és bela!...
São pombas teus olhos escondidos sob o véu.
Teu cabelo... um rebanho de cabras
ondulando pelas faldas de Galaad.
Teus dentes... um rebanho tosquiado
subindo após o banho,
cada ovelha com seus gêmeos,
nenhuma delas sem cria.
Teus lábios são fita vermelha,
tua fala melodiosa;
metades de romã são teus seios
mergulhados sob o véu.
Teu pescoço é a torre de Davi,
construída com defesas;
dela pendem mil escudos
e armaduras dos heróis.
Teus seios são dois filhotes,
filhos gêmeos de gazela,
pastando entre açucenas.
És toda bela, minha amada,
e não tens um só defeito!
Roubaste meu coração,
minha irmã, noiva minha,
roubaste meu coração com um só dos teus olhares,
uma volta dos colares.
Que belos são teus amores,
minha irmã, noiva minha;
teus amores são melhores do que o vinho,
mais fino que os outros aromas
é o odor dos teus perfumes.
Teus lábios são favo escorrendo,
ó noiva minha,
tens leite e mel sob a língua,
e o perfume de tuas roupas
é como a fragrância do Líbano.
És jardim fechado, minha irmã, noiva minha,
és jardim fechado, uma fonte lacrada."
(Cântico dos cânticos 4,1-5.7.9-12)

Em todos os domínios da arte, em todas as culturas do universo e em todas as épocas, um número incontável de artistas, célebres ou desconhecidos, atraídos e emocionados por tal esplendor Mariano, tentaram traduzir-lhe a indizível beleza.


Destarte, de Maria, filha de Sião, até a Virgem do México, Nossa Senhora de Guadalupe, ou a de Portugal, Nossa Senhora de Fátima, passando pelas Madonas africanas ou japonesas e pelos ícones eslavos, existem tantos retratos de Maria quanto as raças humanas sob o céu...

Por Dom Nelson Ferreira

SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ DE BALAGUER - FUNDADOR DO OPUS DEI

 

Infância

Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha), em 9 de janeiro de 1902, o segundo dos seis filhos de José Escrivá e María Dolores Albás. Seus pais, católicos fervorosos, levaram-no ao batismo quatro dias depois, em 13 de janeiro, e depois lhe ensinaram, antes de tudo com sua vida exemplar, os fundamentos da fé e a prática das virtudes cristãs. Tinha grande afeição por sua mãe e grande confiança e amizade por seu pai, que o convidava a recorrer a ele livremente para lhe contar suas preocupações, sempre pronto a lhe dar conselhos afetuosos e prudentes.

Visitado pela morte

Logo, o Senhor começa a temperar sua alma na forja da dor: entre 1910 e 1913, as três irmãs mais novas morrem, e, em 1914, a família sofre um colapso econômico. Em 1915, os Escrivás mudaram-se para Logroño para viver modestamente. Em 27 de novembro de 1924, faleceu José Escrivá, atingido por uma súbita síncope, pouco antes de sua ordenação. Em meio às dores, ele sempre foi sustento de sua família. Em 1941, enquanto pregava um retiro a um grupo de sacerdotes de Lérida, faleceu a sua mãe, que tanto tinha ajudado nos apostolados do Opus Dei. O Senhor também permite que amargos mal-entendidos sejam desencadeados contra ele.

A neve e o sacerdócio

No inverno de 1917-18, durante as férias de Natal, um dia ele observa as pegadas congeladas deixadas na neve por dois pés descalços; são as pegadas de um religioso carmelita que andava descalço. Então, pergunta-se: “Se outros fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo, não poderei oferecer-lhe nada?”. Assim nasceu uma “inquietude divina” em sua alma: “Comecei a antever o Amor, a perceber que meu coração me pedia algo grande e que era amor”. Decide tornar-se sacerdote. Logo, iniciou os estudos eclesiásticos no seminário de Logroño, e, em 1920, mudou-se para o de Saragoça, em cuja Pontifícia Universidade completou a formação que antecedeu o sacerdócio.

Exemplo de estudante

Na capital aragonesa, completou também os estudos de direito. O empenho de Josemaría, numa vida de piedade, disciplina e estudo, é um exemplo para todos os seminaristas; em 1922, com apenas 20 anos, o arcebispo de Saragoça nomeou-o inspetor do seminário.

Uma vida de oração

Naqueles anos, ele passa muitas horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, lançando as bases de uma profunda vida eucarística, e vai, todos os dias, à Basílica do Pilar para pedir a Nossa Senhora que lhe mostre o que quer dele. Em 2 de outubro de 1968, ele disse: “Fiquei repetindo: ‘Senhor, deixe-me ver! Senhor, assim seja!’ E também repeti, […] cheio de confiança na minha Mãe Celeste: ‘Senhora, que assim seja! Senhora, que eu veja!’ A Santíssima Virgem sempre me ajudou a descobrir os desejos de seu Filho”.

Sacerdote do Altíssimo

Em 28 de março de 1925, Josemaría foi ordenado sacerdote por Mons. Miguel de los Santos Díaz Gómara, na igreja do Seminário de San Carlo em Saragoça, e dois dias depois celebrou a sua primeira Missa solene na Santa Capela da Basílica do Pilar. Depois foi para Madrid, lá ele trabalha incansavelmente com as crianças, os doentes e os pobres nos subúrbios.

O Opus Dei

Nasceu em 2 de outubro de 1928 . Josemaría participava de um retiro espiritual e, enquanto meditava, de repente, “vê” a missão que o Senhor lhe quer confiar: iniciar um novo caminho vocacional na Igreja, promover a busca da santidade e o apostolado através da santificação do trabalho ordinário no meio do mundo, sem mudar de status. Poucos meses depois, o Senhor o fez compreender que deveria incluir também as mulheres. O objetivo do Opus Dei é elevar a Deus toda realidade criada, com a ajuda da graça, para que Cristo reine em todos e em tudo; conhecer Jesus Cristo, torná-lo conhecido, levá-lo a todos os lugares. Em 24 de fevereiro de 1947, Pio XII concedeu o decretum laudis e, em 16 de junho de 1950, a aprovação definitiva.

A Universidade

Em 1933, abre uma academia universitária, porque percebe que o mundo da ciência e da cultura é um ponto focal para a evangelização de toda a sociedade. Em 1934, publicou, sob o título de Consideraciones espirituales, a primeira edição de Caminho, um livro de espiritualidade do qual já foram publicados mais de quatro milhões e meio de exemplares, com 372 edições em 44 idiomas.

Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz

Em 1943, por uma nova graça fundacional que recebeu durante a celebração da Missa, nasceu, no Opus Dei, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, na qual podiam ser incardinados sacerdotes das fileiras dos fiéis leigos do Opus Dei. Os sacerdotes diocesanos também podem fazer parte da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, sem alterar sua filiação no clero de suas respectivas dioceses.

Unido ao Concílio Vaticano II

Nas sessões conciliares, o solene Magistério confirmará alguns aspectos fundamentais do espírito do Opus Dei: a vocação universal à santidade, o trabalho profissional como meio de santidade e apostolado, o valor e os limites legítimos da liberdade do cristão em matéria temporal, a Santa Missa como centro e raiz da vida interior etc. O Beato Josemaría encontra numerosos Padres e Peritos conciliares, que o consideram um autêntico precursor de muitas das principais linhas do Vaticano II.

Primado da vida interior

A pregação do Beato Josemaría sublinha constantemente o primado da vida interior sobre as atividades organizativas. Quando assim vivemos, tudo é oração, tudo pode e deve conduzir-nos a Deus, alimentando uma relação contínua com Ele, da manhã à noite. Qualquer trabalho honesto pode ser oração; e toda obra que é oração é um apostolado. A raiz da prodigiosa fecundidade do seu ministério encontra-se precisamente na ardente vida interior que faz do Beato Josemaria um contemplativo no meio do mundo.

Sua Passagem

A 26 de junho de 1975, o Beato Josemaria morre ao meio-dia na sua sala de trabalho, na sequência de uma paragem cardíaca, ao pé de um quadro de Nossa Senhora para o qual dirige o seu último olhar. Naquela época, o Opus Dei está presente nos cinco continentes com mais de 60.000 membros de 80 nacionalidades. Em 17 de maio de 1992, em Roma, Sua Santidade João Paulo II eleva Josemaria Escrivá às honras dos altares. Em 6 de outubro de 2002, o mesmo Papa o canoniza.

A minha oração

“Querido Escrivá, amante da oração e do estudo, dai-nos a graça de crescer em santidade no ordinário da nossa vida, no nosso trabalho, na família e em tudo o que fizermos. Que Deus seja o centro da nossa história! Amém!”

São José Maria Escrivá , rogai por nós!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

SÃO GUILHERME - COMBATENTE CONTRA O MAL


Hoje, 25 de junho, com grande devoção, a Igreja nos apresenta, a santidade de vida de São Guilherme, que nasceu em Vercelli, Itália, no ano de 1085. Órfão muito cedo, foi morar com os familiares que em nada o impediram de seguir Jesus e realizar seus anseios de vida religiosa.
Quando tinha apenas 14 anos, Guilherme saiu com vestes penitenciais para visitar o Santuário de Santiago de Compostela, na Espanha, visando expressar sua caminhada espiritual. Aconteceu que desejava peregrinar para a Terra Santa, mas devido a turbulências políticas, desviou-se e acabou se retirando no Monte Partênio (Monte da Virgem) e ali permaneceu em silêncio, penitência e oração.
São Guilherme, ao começar a construção do Santuário de Nossa Senhora do Monte Virgine, com o tempo, teve de organizar a comunidade dos monges formada a partir de sua total consagração. E desta forma nasceu o primeiro dos vários mosteiros fundados pelo Santo.
Combatente contra o mal, durante os 67 anos de existência ele não admitiu o pecado em sua vida, tanto que diante da malícia de uma mulher, ele preferiu jogar-se em brasas acesas do que nos braços do pecado; e por graça foi preservado milagrosamente de qualquer ferimento.
São Guilherme, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 24 de junho de 2015

SOLENIDADE DO NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BATISTA - GRANDE ANUNCIADOR DO REINO - ÚLTIMO DOS PROFETAS


Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra hoje, 24 de junho,  o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”).

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).

João, o profeta


São João Batista é o único santo do qual a Igreja Católica dedica uma solenidade para comemorar seu nascimento.

A Natividade de João Batista é como uma janela que se fecha para o passado, mas, ao mesmo tempo, abre-se para um novo tempo: tempo de graça e de salvação, tempo de cumprimento de todas as profecias e da grande manifestação de Deus, não somente a uma nação ou a um povo, mas a todo o mundo.

É o último dos profetas e um profeta privilegiado, pois pôde contemplar o que todos os outros profetas anunciaram e desejaram ver. Foi profundamente íntimo de Jesus e manteve um relacionamento despontado desde o ventre materno (Cf. Lc 1,41); relacionamento assinalado pela admiração de ambas as partes pelo respeito e pela responsabilidade na missão.


São João Batista foi um homem extraordinário e de uma perfeição de vida que mereceu ser exaltada até mesmo pelo Mestre Jesus Cristo. O próprio Senhor afirmou: “Em verdade, eu vos digo, entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt 11, 11). Jesus exalta a dignidade, não somente de profeta São João Batista, mas a excelência de um verdadeiro homem que, com suas palavras e seu testemunho de vida, preparou o caminho do Messias.

A grandeza de João Batista consiste no seguimento radical do Reino de Deus e na escolha do Pai para anunciar aos judeus e ao mundo que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo. Porquanto, mesmo sendo exaltado por Jesus, João Batista sabia que era uma ‘seta’ que apontava para Aquele que é o Filho de Deus, a Misericórdia Encarnada e, por isso, nunca perdeu a consciência de que era simples e humilde servo do Senhor. Afirmava São João: “Depois de mim vem alguém com mais autoridade do que eu, e eu não tenho direito de agachar-me para soltar-lhe a correia das sandálias” (Mc 1,7).


Anunciador de Cristo


São João Batista, um autêntico homem que desde o nascimento foi cheio do Espírito Santo e, por isso, realizou com afinco a sua missão de anunciador da conversão e do perdão dos pecados para os que, de coração sincero, buscavam Deus. Homem austero, que não se deixou corromper pelos aplausos e elogios de Herodes (cf. Mc 6,20), mas fiel a Deus, anunciou a verdade e defendeu o valor da família e a indissolubilidade do matrimônio.

São João Batista, é o homem da compaixão, pois é exatamente esse o significado do seu nome: “O Senhor se compadece”. Em primeiro lugar, o Senhor se compadeceu da família de São João Batista, ao tirar a esterilidade de sua mãe, da vergonha, da humilhação e do anonimato. O filho foi o consolo para o pai, que não podia deixar um sucessor e, não somente consolo e alegria para o pai, mas foi uma alegria partilhada por muitos aos quais a missão do profeta atingirá.

A profecia e a vida de São João Batista é um ensinamento para tantos homens e mulheres que vivem neste mundo, mas que não querem se corromper e manter-se fiel a Jesus Cristo e ao Seu Reino. Para uma sociedade marcada pelo consumismo, pelo desperdício de tantos alimentos e pela constante busca de fama e sucesso que geram um grande vazio interior e faz com que fixemos o nosso olhar nas coisas que passam e, por consequência, não abraçamos as que são eternas. São João é exemplo, pois se vestia com um traje de pele de camelo, cingia-se com um cinto de couro, comia gafanhotos e gritava no deserto (Cf. Mc 1,4-6).

O único desejo de São João Batista era tornar conhecido Jesus Cristo e levar as pessoas à conversão. Mesmo tendo como missão preparar a primeira vinda de Messias, o apelo de João Batista ainda é audível nos nossos dias, porque o Senhor prometeu retornar, contudo, não sabemos o dia nem a hora. Portanto, busquemos a conversão, o endireitar dos nossos caminhos e tenhamos as lâmpadas acesas para aguardar o Senhor que voltará. Sua vinda é certa como a aurora.

Fonte: Canção Nova

SÃO JOÃO BATISTA - GRANDE ANUNCIADOR DO REINO DE DEUS


Hoje, 24 de junho, com muita alegria, a Igreja, solenemente celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.
São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.
Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”).
Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).
Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.
Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.
O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).
São João Batista, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 23 de junho de 2015

PESQUISA DA FGV APONTA IGREJA CATÓLICA ENTRE AS INSTITUIÇÕES MAIS CONFIÁVEIS NA OPINIÃO DO POVO BRASILEIRO

Pesquisa divulgada nesta semana pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a confiança do brasileiro no Poder Judiciário, no governo federal e nos partidos políticos caiu no primeiro trimestre deste ano na comparação com o último relatório lançado, feito no mesmo período de 2014.
As instituições mais bem avaliadas foram a imprensa escrita, cujo índice aumentou de 42% para 45%; a Igreja Católica, de 54% para 57%, e as Forças Armadas, de 64% para 68%.
Segundo a pesquisa Índice de Percepção do Cumprimento das Leis, a maioria das instituições analisada tem confiança de menos de 50% da população. O percentual de pessoas que confiam nos partidos políticos caiu de 7% (2014) para 5% (2015) e, no governo federal, de 29% para 19%. Os que disseram confiar no Congresso Nacional permaneceram em 15% e os que confiam no Poder Judiciário caíram de 30% para 25%.
Na polícia, o índice aumentou de 30% para 33%; nas emissoras de TV, de 31% para 34%; nas grandes empresas, caiu de 38% para 37%.
No caso da Igreja Católica, o      compromisso com o bem comum, o respeito pelo outro e a solidariedade com os mais sofridos são aspectos que aumentaram a percepção positiva de 54% para 57% dos entrevistados.
Fonte: ARQRIO